1.08 – O Oásis
19/02/2009

O Viajante materializou-se ao lado de Shadi, rosnando com subtileza e pronto para atacar, caso Arash fizesse um movimento brusco. O assombro na face do caçador era visível. A rapariga abraçou a pantera, ainda enquanto o fumo negro se juntava para formar o pelo sedoso, e falou-lhe perto da orelha que se inclinava para trás de raiva.

1.07 – Arash, o archeiro
19/02/2009

As montanhas do norte estavam mais perto e já se via a grande cidade de Harran erigida numa encosta. Depois daquela cordilheira montanhosa estava o Reino de Lydia. Foi na primeira noite de Nisannu de 194 AN que eles chegaram aos portões de Harran. A cidade estava viva e em festa, pois era uma noite de ano novo bastante agradável. As árvores já tinham começado a florescer e em pouco tempo começariam a dar frutos e os pássaros chilreavam desvairados durante o dia.

1.06 – Predadores de outros reinos
19/02/2009

Quando Shadi acabou de me contar a história até àquele ponto, eu ainda estava pensativa sobre a discussão incompleta com o Viajante. Nesse dia, saí para um passeio nocturno nas ruas serpenteantes. A noite estava quente e escura. Os candeeiros de vela conferiam à cidade a iluminação suficiente para se ver por onde andava. O comprimento do meu cabelo ainda fazia virar as cabeças de alguns transeuntes, até que parei debaixo de uma arcada escura.

1.04 – Os iluminados
19/02/2009

A noite caiu na cidade de Babilónia à medida que a jovem me contava a história do Viajante. Shadi providenciou-me um quarto onde eu pudesse dormir confortavelmente. Tratou-me como uma rainha, pois a janela do meu quarto tinha vista directa para o centro da cidade. Perto do Etemenenki, ou da Torre de Babel, como é conhecido no Ocidente, havia um ajuntamento de pessoas. Perguntei a Shadi o que se passava e ela contou-me que o Rei Nabonido vedou a entrada do Etemenenki e do Esagila, o templo de Marduk.

1.03 – Um amigo errante
19/02/2009

Em consequência do trágico acontecimento, Shadi optou por se alistar no templo de Ishtar e tornou-se sacerdotisa. Com a sua beleza sedutora e um pouco de sorte à mistura, conseguiu passar nas provas de admissão do Alto Sacerdote de Ishtar. Na realidade ela não tinha muitas opções, ou tornava-se escrava ou prostituta. Dentro da hipótese de se tornar prostituta, ou fazia-o por conta própria, ou tentava a sua sorte no templo, que foi o que ela fez. Com o ordenado chorudo que ganhava, conseguiu recuperar parte da fortuna do pai.

1.02 – Shadi
19/02/2009

A rapariga abraçou-me e cumprimentou-me com um beijo na face, mas nunca me tinha visto na vida para me dar tal confiança. Shadi de seu nome, não teria mais de trinta e quatro anos e possuía um cabelo comprido preto, que lhe caia como uma seta no centro das costas. De pele morena e sedosa, continuou a sorrir adoravelmente. A face dela tinha umas feições arredondadas e possuía um queixo bicudo e feminino. Com tanta beleza e alegria, ninguém diria que ela era mais uma sacerdotisa no templo de Ishtar.

1.01 – A Rainha dos Céus e da Terra
19/02/2009

Quando cheguei há dois meses à maior cidade deste mundo, não pensei que estivesse tão avançada em relação ao resto do planeta. A história que vou contar passou-se durante a minha estadia na cidade de Babilónia, capital do Império Babilónico. Governava Nabonido, quando entrei por um dos portões da fortificação exterior da parte nova da cidade. Obviamente, entrei vestida de linho, não ia querer atrair a atenção destas pessoas com tecidos sintéticos.

3.08 – A grande conclusão
13/02/2009

[Início de gravação]

“Está a gravar.”

“Muito bem, já fizemos a análises espectral e atómica.”

[Silêncio]

3.07 – Só nos teus sonhos
13/02/2009

Ouvimos uma explosão. O edifício tremeu mais do que o costume. As fundações já estavam a mostrar sinais de velhice com tantas explosões. Não me mexi, mas fiquei com um sorriso na face quando vi dois Pleadeanos entrar pelo salão da árvore. Foi a primeira vez que vi Pleadeanos verdadeiros

3.06 – Sumaden
13/02/2009

Depois de o pousar, dirigimo-nos para a porta do piso inferior. Era um salão ainda maior do que o piso onde estavam os corpos dos Kai. A luz era mais forte, quase que parecia que estávamos debaixo de um dia quente de luz natural. A ventilação era agressiva e provocava um barulho contínuo grave e uma brisa leve. O solo estava coberto de terra com ervas e arbustos selvagens. No centro estava plantada uma árvore descoberta, mas com ramos fortes.